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Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei. Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos (Fernando Pessoa - Poemas Inconjuntos)


Às vezes acho que sou um bicho-do-mato... vejamos:

- Não gosto de futebol (coisa feia da minha parte), desporto sem sentido, que obtusa as pessoas... parece uma anestesia, enquanto se anda entretido no futebolês, o cidadão comum esquece a cidadania, esquece a política, ambiente, relações, etecetera e tal… e porquê? Para quê? Porquê as discussões, palavrões, qual o sentido?

- Por falar em palavrões, não gosto de palavrões, aqueles feios, que se dizem como desabafo, sem pensar… talvez, dir-me-ão, o feio seja resultado da sociedade (as palavras poderiam ser outras, mas se lhe déssemos uma conotação pejorativa, seriam sempre feias). È certo e reconheço a validade desse argumento, mas no meu intimo os palavrões são palavras que me agridem (não pessoal ou individualmente), portanto não os digo e não os gosto de ouvir (às vezes parece que há quem pense que é snob, culto, inteligente e tal as dizer mas, por favor….).

- Acho a tourada uma coisa sem sentido, faz-me lembrar os gladiadores de outrora (ou os senhores que gostavam de ver os seus escravos a serem castigados). Prazer em ver sangue, em ver quem não tem alternativa a sofrer?

- Não ligo aos artigos muito luxuosos, às marcas (para mulher, este ponto acaba por ser um handicap, pois faz-me andar demodé, o que não deixa de ter os seus inconvenientes hoje em dia). Mas quando x me diz que comprou um relógio xpto, y fala em mais um par de botas ou sapatos e z só olha para aqueles bolides luxuosos, com cara de “ahhhh” (grande suspiro acompanhado com ar de apalermado), não consigo deixar de pensar: e qual a importância disso?

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E se, de repente, descobrisse-mos que estamos condenados à nossa vida actual porque, aquela que servia de escape, se tornou num sapo ao invés de um príncipe?

É um facto, a nossa imaginação engana-nos, ilude-nos com imagens criadas sabe-se lá onde e, quando acordamos, enfrentamos a realidade e pum pam pim, temos de viver com ela, nesse momento concluímos que foi tudo uma perca de tempo (ou foi o tempo que nos perdeu algures e só agora encontrámos o caminho de regresso a casa?)

Tenho pena de quem evoluiu num percurso tão diferente daquele para o qual estava talhado… é como se não tivesse cumprido o destino, seguiu por uma lateral (ou um atalho mal calculado) ao invés da via principal que conduzia ao lugar certo. Ou será que, mais uma vez, o tempo fez das suas e tudo apenas está atrasado, o certo vai-se cumprir mais tarde, o errado são apenas uns minutos perdidos de um dia que mal começou e ainda vai dar que falar?

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